quarta-feira, 25 de maio de 2022

DIA DA LIBERDADE


No dia 25 de abril, estive presente nas celebrações oficiais do 𝗗𝗶𝗮 𝗱𝗮 𝗟𝗶𝗯𝗲𝗿𝗱𝗮𝗱𝗲, do Município de Vieira do Minho. Marquei presença enquanto vereador do executivo camarário, mas também enquanto cidadão e defensor acérrimo dos 𝘃𝗮𝗹𝗼𝗿𝗲𝘀 𝗱𝗲 𝗮𝗯𝗿𝗶𝗹.
Este ano, pela primeira vez na nossa História, celebrámos este dia com 𝗺𝗮𝗶𝘀 𝘁𝗲𝗺𝗽𝗼 𝗱𝗲 𝗟𝗶𝗯𝗲𝗿𝗱𝗮𝗱𝗲 𝗱𝗼 𝗾𝘂𝗲 𝗮𝗾𝘂𝗲𝗹𝗲 𝗾𝘂𝗲 𝗽𝗮𝘀𝘀á𝗺𝗼𝘀 𝗼𝗽𝗿𝗶𝗺𝗶𝗱𝗼𝘀 𝗽𝗼𝗿 𝘂𝗺 𝗿𝗲𝗴𝗶𝗺𝗲 𝗳𝗮𝘀𝗰𝗶𝘀𝘁𝗮. São já 𝟰𝟴 𝗮𝗻𝗼𝘀!
O 𝗰𝗿𝗮𝘃𝗼 que levei ao peito, símbolo da revolução, materializa aquilo em que acredito firmemente. O 25 de abril de 74 ainda está vivo e deve ser celebrado diariamente, pela 𝗱𝗲𝗺𝗼𝗰𝗿𝗮𝗰𝗶𝗮, pela 𝗹𝗶𝗯𝗲𝗿𝗱𝗮𝗱𝗲 𝗱𝗲 𝗲𝘅𝗽𝗿𝗲𝘀𝘀ã𝗼, pela 𝗶𝗴𝘂𝗮𝗹𝗱𝗮𝗱𝗲 𝗱𝗲 𝗼𝗽𝗼𝗿𝘁𝘂𝗻𝗶𝗱𝗮𝗱𝗲𝘀 para todos.
Não menos importante e, de todo, atual, a autodeterminação dos povos que lutavam pela independência e que só abril lhes trouxe, aliada ao fim de uma guerra interminável.
Por tudo isto - e muito mais - sou defensor de abril, 𝘁𝗼𝗱𝗼𝘀 𝗼𝘀 𝗱𝗶𝗮𝘀!
"Esta é a madrugada que eu esperava
O dia inicial inteiro e limpo
Onde emergimos da noite e do silêncio
E livres habitamos a substância do tempo."
(𝑺𝒐𝒑𝒉𝒊𝒂 𝒅𝒆 𝑴𝒆𝒍𝒍𝒐 𝑩𝒓𝒆𝒚𝒏𝒆𝒓 𝑨𝒏𝒅𝒓𝒆𝒔𝒆𝒏)

JANTAR DE ANGARIAÇÃO DE FUNDOS



Marquei, no dia 23 de abril, presença no jantar de angariação de fundos para a Associação Cultural e Recreativa de Guilhofrei. Como dirigente associativo de longa data que sou, foi com um enorme sentido de gratidão que recebi este honroso convite para marcar presença neste momento.
Foi com várias associações do concelho que cresci nas lides do associativismo e aprendi que o ímpeto de entreajuda deixa marcas na vida da sociedade local. A ACR Guilhofrei é um exemplo no nosso meio. Com 43 anos de história, marcaram as vidas dos seus sócios e simpatizantes, com sucessos desportivos que ficaram na memória de Guilhofrei.
Este é mais um dos momentos altos desta coletividade. Em jogo a contar para a Divisão de Honra da A.F. Braga, foi inaugurada a iluminação LED do Estádio José Joaquim Pereira.

terça-feira, 19 de abril de 2022

BOLSAS DE ESTUDO UNIVERSITÁRIAS

Na última reunião do executivo camarário, a dia 6 de abril, foi aprovada por unanimidade a atribuição de 108 bolsas de estudo universitárias aos estudantes de Ensino Superior do nosso concelho, mediante os critérios impostos.
Os vereadores do Partido Socialista votaram esta medida favoravelmente dada a importância que a Educação tem no desenvolvimento individual e coletivo da nossa sociedade. É com estes ativos que o nosso concelho tende a criar atratividade para o investimento na indústria e criar emprego para todos. É, também, com estes apoios que se promove a fixação dos mais jovens em Vieira do Minho, contrariando a constante queda de população que se tem verificado ano após ano.
Da minha parte, desejo a maior sorte a todos os estudantes do nosso concelho! Vieira do Minho conta convosco!

SEMANA DA LEITURA



O Centro Escolar Domingos de Abreu celebrou a "Semana da Leitura", convidando os pais dos alunos a participar na apresentação de um livro infantil à sua escolha.
No passado dia 8 de abril, apresentei à turma da minha filha Benedita, que frequenta o segundo ano deste centro escolar, o livro "O Tubarão na Banheira", de David Machado. Escolhi este autor motivado pelas suas raízes vieirenses, nomeadamente, na freguesia de Ruivães.
Foi um enorme gosto partilhar com as crianças o gosto pela leitura, levando-lhes e promovendo junto deles um nome premiado da nossa terra.

AS "RAÍZES" DO SR. REIS (PRIMEIRA PARTE)

Nos últimos dias de 2021, conheci Manuel Gonçalves Fraga, a quem todos tratam por Sr. Reis, que nasceu no dia 6 de Janeiro de 1934.
Em Ruivães, numa ida fortuita ao Centro Social Interparoquial de Ruivães, Campos e Salamonde, troquei algumas palavras com um senhor amável e com vontade de abrir o livro da sua vida. Prometi-lhe que iria lá voltar, para registar as suas preciosas memórias.
No dia 2 de Fevereiro do corrente ano, chegou a hora de cumprir a promessa. Foi o primeiro encontro. Um belo sol irradiou a nossa conversa e testemunhou, de imediato, o relato de um acontecimento brilhante: “Nasci no Dia de Reis e fui baptizado com o nome Manuel dos Reis Gonçalves Fraga. Depois, o meu pai foi ao Registo [Civil] e o Sr. Miguel Leão, que trabalhava lá, disse que não podia ser Reis porque não descendia de um Rei”.
Tinha chegado o momento do pai, José António Gonçalves Fraga, numa mistura de frustração e raiva, rematar no serviço público: “Ponha o que o senhor quiser, porque ele será Reis toda a vida”.
Impressiona a astúcia da sua memória, ainda mais quando mergulha nas “raízes” da família.
Filho de um casal de agricultores, a mãe, Maria Jesus Gonçalves Fraga, viu-o nascer em Vale, lugar da freguesia de Ruivães, concelho de Vieira do Minho. Uma mãe que zelava pela família; marcava pontos na costura e não esquecia os trabalhadores que iam ajudar a família, na agricultura, e eram brindados com um lanche.
Em relação ao pai do Sr. Reis, recorda-lhe a boa disposição; os dotes vocais e o apreço na organização de danças de Carnaval. Mais: era “um homem trabalhador, fazia a poda, cortava os fenos e comandava as vindimas”. A agricultura era o sustento da família.
O avô paterno era António Fraga. Vendia trigo, bem-acondicionado nas carroças que eram puxadas por cavalos, e casou com Maria Cândida, natural de outro concelho, mais propriamente de Paredes de Coura.
O Sr. Reis recorda-se de lhe falarem sobre a morte do avô António, que andava adoentado e o médico indicou a toma de um banho de água fria, para curar a maleita, mas a verdade é que a água não fez o suficiente, para evitar a morte que veio ao seu encontro, poucos dias depois.
Da união dos avós maternos, Manuel Fraga e Carolina “do Mercador”, como era apelidada, nasceu uma figura marcante da sua vida - Domingos, que viria a ser o seu padrinho.
É o momento de surgirem os irmãos. Um total de 12, sendo eles, António; Isilda; Maria; Ana; José; Victor; Generosa; Celeste (esta última falecida com apenas seis meses de idade); Mário; Celeste; Alice e Carlos. Não esquece que, antes das refeições, rezavam para abençoar os alimentos e que o crescimento não foi acompanhado de idas familiares à Feira da Ladra. Os três irmãos mais novos estão vivos.
Com a professora Aurora Mota a leccionar, finalizou o exame da quarta classe, na Escola Primária de Ruivães, que era um edifício com mais espaços e que chegou a ter uma cadeia e ser Sede de Junta de Freguesia.
Na juventude, a bola de futebol, improvisada com farrapos, não estava presente. Tocava-se realejo e aqueciam as noites de inverno a jogar às cartas (sueca, bisca e truco). Agora, abate-se uma tristeza: “Já não há rapazes do meu tempo de infância. Das raparigas, só resta uma”, lamenta.
Em território marcado pelas invasões francesas, os animais foram sempre uma companhia. De Outubro a Março, guardava 30 cabras; 20 ovelhas e seis vacas. De Abril a Setembro, avançava a vezeira, quando tocava a buzina, por volta das nove horas e, depois da concentração de 200 cabras e 100 ovelhas do lugar de Vale, os pastores arrancavam, em direcção à Serra da Cabreira, e só regressavam quando “o sol caminhava para baixo”. A vezeira era composta por várias famílias que se iam “substituindo e demorava 13 dias, a dar a volta ao lugar”.
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Opinião de Filipe de Oliveira na Rádio Alto Ave, n’O Jornal de Vieira e na Cidadania Vieirense.

CRECHE MUNICIPAL NA FREGUESIA DE ROSSAS


No passado dia 6 de abril, deu-se mais uma reunião do executivo camarário, onde foi votada a compra de dois prédios com vista à construção de uma creche municipal e estacionamento público, para a freguesia de Rossas.
Os vereadores eleitos pelo Partido Socialista foram favoráveis a este nono ponto da reunião, uma vez que a criação de uma rede de creches municipais, com horário alargado, foi uma das medidas estratégicas apresentadas durante a nossa campanha para as últimas eleições autárquicas.
Esta medida tinha como finalidade o apoio às famílias vieirenses, criando espaço onde pudessem deixar as crianças, impedindo a sua saída para creches dos concelhos limítrofes, combatento, desta forma, a constante queda no número de residentes no nosso concelho.
Rossas era uma das freguesias para a qual o planeamento do Partido Socialista contemplava uma das creches municipais.
Desta forma, é com enorme agrado que registamos que o atual executivo tenha invertido a sua posição e venha, agora - e bem - propor a criação de uma creche municipal na freguesia de Rossas, indo de encontro à proposta apresentada pelo Partido Socialista.
Não temos dúvidas de que a criação da referida creche traduzir-se-á numa enorme mais-valia para a comunidade local, motivo pelo qual ficaremos a aguardar, com grande expectativa, a consumação da construção desta creche por parte do atual executivo.

terça-feira, 5 de abril de 2022

ASSEMBLEIA GERAL DA SANTA CASA DA MISERICÓRDIA DE VIEIRA DO MINHO

A Santa Casa da Misericórdia de Vieira do Minho, que é a maior instituição particular de solidariedade social (IPSS) do nosso concelho, sendo uma instituição decisiva para a coesão social da nossa comunidade, é um exemplo de boa gestão que é justo relevar.
No último sábado, 26 de março, os irmãos reuniram em Assembleia Geral, no salão nobre Óscar Ferreira Gomes, no Lar de Nossa Senhora da Conceição, e aprovaram o relatório de contas relativo à gestão de 2021, que apresenta um saldo positivo de 191.562,33€.
Num clima de dificuldades acrescidas, nomeadamente por causa dos efeitos da pandemia de covid-19, estamos perante números muito bons, que honram os gestores da Santa Casa.
Sendo vice-presidente da Assembleia Geral, isso não me coibiu de ser justo, elogiando quem deve ser elogiado.
Assim, pedi a palavra a Alfredo Ramalho, que superiormente preside à Assembleia Geral, para felicitar o excelente trabalho da Mesa Administrativa da Santa Casa da Misericórdia de Vieira do Minho e do seu provedor, Luis Carneiro. Ao mesmo tempo, propus um voto de solidariedade para com o martirizado povo da Ucrânia, que foi aprovado por unanimidade.